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Sensibilidade nos dentes: causas e qual é o melhor tratamento?

Foto do escritor: Simone Xavier S. Costa
Simone Xavier S. Costa
30 de set.
9 min de leitura

Você toma um gole de água gelada e sente aquela fisgada no dente. Passa rápido, mas incomoda. Em outro momento, ela aparece ao consumir um alimento doce, durante a escovação ou até quando o ar frio entra pela boca. A sensibilidade nos dentes é bastante comum, mas isso não significa que você precise simplesmente aprender a conviver com ela.


E existe um detalhe importante: sensibilidade não é exatamente uma doença. É um sintoma. Isso significa que comprar uma pasta para dentes sensíveis pode ajudar a controlar o desconforto, mas entender por que ele está acontecendo é o que permite escolher o tratamento mais adequado.


Por que os dentes ficam sensíveis?


Para entender de maneira simples, pense que o esmalte funciona como uma proteção para a parte visível do dente. Abaixo dele está a dentina, uma estrutura que possui milhares de pequenos túbulos.


Quando a dentina fica exposta e esses túbulos estão abertos, estímulos como frio, ar, toque e alimentos doces ou ácidos podem provocar movimentação do líquido presente em seu interior. Essa movimentação estimula terminações nervosas e produz aquela dor curta e aguda característica da hipersensibilidade dentinária.


Como surge a hipersensibilidade dentinária: quando a dentina fica exposta, estímulos como frio, ar ou toque podem provocar o movimento do líquido presente nos túbulos dentinários. Esse movimento estimula terminações nervosas próximas à polpa e pode causar uma dor curta e aguda. Ilustração esquemática autoral. 


Mas por que isso acontece? Existem diferentes possibilidades. Entre as mais frequentes, algumas merecem bastante atenção.

1. Retração da gengiva e raiz exposta


Já percebeu que alguns dentes parecem estar ficando mais “compridos”? Pode não ser impressão. Quando a gengiva se retrai, uma parte da raiz do dente fica exposta.

A raiz não apresenta a mesma camada protetora de esmalte encontrada na coroa do dente. Seu revestimento é mais fino e, quando a dentina fica exposta, a região pode se tornar sensível.


A retração gengival pode estar relacionada a diferentes fatores, como doença periodontal, características individuais da gengiva, posição dos dentes, tratamentos periodontais, hábitos de higiene inadequados e sobrecarga (provocada por bruxismo, por exemplo). Força excessiva, técnica incorreta, cerdas inadequadas e dentifrícios muito abrasivos podem contribuir para o problema.


É justamente por isso que escovar com muita força não significa escovar melhor. Se toda vez que a escova encosta próximo à gengiva você sente aquela fisgada, vale investigar.

Sensibilidade nos dentes

2. Desgaste da estrutura dental


Os dentes também podem sofrer desgaste ao longo do tempo. O consumo frequente de alimentos e bebidas ácidas, o refluxo gastroesofágico, episódios recorrentes de vômito e outros processos erosivos podem favorecer a perda da estrutura dental.


O desgaste geralmente é multifatorial. Isso significa que fatores químicos e mecânicos podem atuar em conjunto. Uma superfície enfraquecida pela ação dos ácidos, por exemplo, pode ficar mais vulnerável ao atrito provocado por determinados hábitos, pela escovação inadequada ou pelo uso frequente de produtos muito abrasivos.


Aqui aparece um comportamento bastante comum: a pessoa percebe que os dentes estão amarelados e começa a utilizar constantemente pastas muito abrasivas na tentativa de “clarear” o sorriso. O resultado pode não ser o esperado.


Nem tudo que promete deixar o dente mais branco está, de fato, clareando a sua estrutura.

Alguns produtos atuam principalmente na remoção de manchas superficiais. Quando utilizados de maneira inadequada, podem não resolver a insatisfação estética e ainda merecem atenção especial em pessoas que já apresentam desgaste ou sensibilidade.


3. Clareamento dental

A sensibilidade também pode aparecer durante o clareamento dental. Isso não significa que clarear os dentes faça mal nem que todas as pessoas terão dor. A sensibilidade é um possível efeito adverso do tratamento, e sua intensidade varia bastante entre os pacientes.


É importante esclarecer que a sensibilidade associada ao clareamento não é necessariamente igual à hipersensibilidade causada pela exposição da dentina. Ela pode ocorrer mesmo quando não existe raiz exposta, em razão da passagem dos componentes derivados do agente clareador pela estrutura dental e de uma resposta transitória da polpa.


É justamente nesse ponto que o acompanhamento profissional faz diferença.

Se você já possui dentes sensíveis antes de começar, essa informação precisa fazer parte do planejamento. O dentista deve avaliar a causa da sensibilidade, a condição dos dentes e da gengiva e, a partir disso, definir a técnica, a concentração do agente clareador, o tempo de aplicação, os intervalos e as medidas de controle mais adequadas.


Nos clareamentos planejados pela Dra. Simone Xavier, são utilizados protocolos personalizados que consideram tanto o resultado estético quanto a segurança e o conforto do paciente. Ajustes na técnica e no tempo de exposição, além do uso de recursos dessensibilizantes quando indicados, podem reduzir significativamente o desconforto.


Em muitos casos, é possível realizar o clareamento com sensibilidade leve ou até sem desconforto relevante. Entretanto, como a resposta é individual, não é possível garantir ausência total de sensibilidade para todas as pessoas.

Por isso, comprar gel clareador e tentar reproduzir o tratamento sozinho não é uma boa estratégia. O objetivo é alcançar um resultado estético sem ignorar a saúde, os limites biológicos e o conforto durante o tratamento.


Toda sensibilidade é hipersensibilidade dentinária?


Não. E essa diferença é muito importante. A hipersensibilidade dentinária é caracterizada por uma dor curta e aguda, provocada por estímulos térmicos, táteis, químicos ou osmóticos, que não pode ser explicada por outra doença ou alteração dental.


Cáries, restaurações com infiltração ou outros problemas, trincas, fraturas, inflamações pulpares e alterações periodontais também podem provocar dor diante do frio, do calor, de alimentos doces ou da mastigação.


Por isso, existe uma grande diferença entre dizer “meu dente está sensível” e saber realmente o motivo dessa sensibilidade. Se apenas um dente começou a doer repentinamente, se a dor ocorre espontaneamente, aumenta durante a mastigação, aparece com calor ou permanece depois que o estímulo desaparece, não é uma boa ideia simplesmente comprar uma pasta dessensibilizante e esperar. O dente precisa ser avaliado.


Qual é a melhor pasta para sensibilidade nos dentes?


Aqui existe uma informação importante: não basta procurar a palavra “sensibilidade” na embalagem. Os dentifrícios podem utilizar diferentes princípios ativos e mecanismos para diminuir o desconforto. Entre os ativos utilizados para o controle da hipersensibilidade dentinária estão o fluoreto estanhoso, a arginina e os sais de potássio, além de outras formulações dessensibilizantes.


As evidências mostram que diferentes produtos podem reduzir a sensibilidade. Entretanto, os resultados variam de acordo com a formulação completa, a regularidade de uso, o tipo de estímulo avaliado e as características de cada paciente. Por isso, não existe uma única pasta que seja necessariamente a melhor para todas as pessoas.


Pasta com fluoreto estanhoso


O fluoreto estanoso é utilizado em algumas formulações para ajudar a reduzir a hipersensibilidade, principalmente pela formação de uma camada protetora e pela oclusão dos túbulos dentinários. Pode ser uma alternativa para pacientes com hipersensibilidade dentinária, especialmente quando existe dentina exposta. É importante conferir a composição da versão específica, porque produtos de uma mesma marca podem apresentar fórmulas diferentes.


Pasta com arginina


A arginina, geralmente associada a outros componentes da formulação, também aparece em dentifrícios desenvolvidos para o controle da sensibilidade. Sua ação favorece a formação de depósitos sobre a dentina e a oclusão dos túbulos expostos, reduzindo a resposta aos estímulos que provocam a fisgada.


E as pastas com nitrato de potássio?


O nitrato de potássio é provavelmente um dos ingredientes mais conhecidos quando falamos em dentes sensíveis. Seu mecanismo proposto é diferente: em vez de atuar principalmente pela obstrução dos túbulos, os íons de potássio ajudam a reduzir a excitabilidade das fibras nervosas relacionadas à dor. Formulações com sais de potássio também apresentam evidências de benefício e continuam sendo utilizadas para o controle da hipersensibilidade dentinária.


Então, qual escolher? Depende do motivo da sensibilidade, da formulação do produto e da condição da sua boca. É por isso que duas pessoas podem utilizar pastas diferentes para o mesmo sintoma e obter respostas diferentes.


Além da escolha do produto, é importante respeitar a forma e o período de uso recomendados. Uma única aplicação pode não ser suficiente para avaliar o resultado de um dentifrício de uso contínuo.


A pasta para sensibilidade resolve o problema?


Às vezes ela faz parte do tratamento. Mas não necessariamente resolve a causa.

Imagine alguém com retração gengival importante. A pasta pode ajudar a controlar a dor, mas a retração continua precisando ser avaliada. Agora pense em alguém com desgaste provocado pela exposição frequente a ácidos. Se a pessoa utilizar uma pasta dessensibilizante, mas não identificar o que está provocando esse desgaste, estará tratando apenas uma parte do problema.


O mesmo vale para quem apresenta cárie, trinca ou uma restauração com alguma alteração. A pasta pode ajudar a controlar a hipersensibilidade dentinária, mas o tratamento adequado precisa considerar por que o sintoma apareceu.


Como é feito o tratamento para sensibilidade nos dentes?

O tratamento começa pelo diagnóstico e pela identificação dos fatores que estão contribuindo para o problema. Em casos mais leves de hipersensibilidade dentinária, mudanças na higiene bucal, controle de hábitos relacionados ao desgaste e uso correto de produtos dessensibilizantes podem ser suficientes para reduzir o desconforto.


Quando essas medidas não resolvem, o dentista pode utilizar tratamentos profissionais destinados a proteger a dentina e reduzir a resposta aos estímulos. Dependendo do caso, podem ser indicados agentes dessensibilizantes de aplicação clínica, materiais de selamento, sistemas adesivos, restaurações e laserterapia de baixa intensidade.


A laserterapia, também chamada de fotobiomodulação, utiliza luz aplicada com parâmetros controlados e pode auxiliar na redução da dor relacionada à hipersensibilidade dentinária. É um procedimento não invasivo, mas não substitui a investigação da causa nem apresenta a mesma resposta em todos os pacientes. Em algumas situações, pode ser associada a outros tratamentos dessensibilizantes.


Na clínica da Dra. Simone Xavier, a laserterapia está disponível e pode fazer parte de um protocolo individualizado quando houver indicação. O número de aplicações e a associação com outros recursos são definidos de acordo com a origem, a intensidade e a evolução da sensibilidade.


Nos casos em que existe retração gengival importante, lesão cervical, desgaste, erosão ácida ou outra condição associada, o planejamento precisa contemplar também essa alteração. Algumas situações podem exigir acompanhamento integrado com outras áreas da Odontologia ou da saúde.


Na avaliação com a Dra. Simone Xavier, a proposta é não olhar apenas para a fisgada sentida naquele momento, mas investigar o que está deixando o dente sensível e estabelecer uma estratégia individualizada, conservadora e baseada no diagnóstico.


Sensibilidade nos dentes tem tratamento?


Na maioria das situações, existem estratégias para reduzir significativamente ou controlar a sensibilidade. O tratamento adequado, porém, depende da causa.

Se você começou a evitar água gelada, sorvete, café ou determinados alimentos porque já sabe que eles provocarão aquela fisgada, não precisa normalizar o desconforto.

Procure uma avaliação odontológica.


A Dra. Simone Xavier, em Florianópolis, pode avaliar a origem da sensibilidade e indicar o tratamento e os cuidados mais adequados para o seu caso.

Sensibilidade nos dentes

Perguntas frequentes sobre sensibilidade nos dentes


Por que meu dente dói quando tomo água gelada?


O frio é um dos principais estímulos relacionados à hipersensibilidade dentinária. Quando existe dentina exposta e túbulos dentinários abertos, o estímulo pode provocar uma dor rápida e aguda. Entretanto, outras condições odontológicas também podem causar dor ao frio e precisam ser descartadas.


Sensibilidade nos dentes pode ser cárie?


Pode. Nem toda dor provocada pelo frio ou por alimentos doces é hipersensibilidade dentinária. Cáries também podem causar sensibilidade. Por isso, principalmente quando a dor está concentrada em um único dente, é importante realizar uma avaliação.


Qual é a melhor pasta para dentes sensíveis?


Depende da causa e das características do paciente. Formulações com fluoreto estanhoso, arginina e sais de potássio, entre outros agentes, apresentam evidências para o controle da hipersensibilidade dentinária. O dentista pode orientar qual formulação faz mais sentido para cada caso.


Clareamento dental deixa os dentes sensíveis?


Pode provocar sensibilidade temporária, mas isso não acontece com a mesma intensidade em todas as pessoas. A técnica, a concentração do gel, o tempo de contato e a resposta individual influenciam no desconforto. Protocolos personalizados e medidas dessensibilizantes, quando indicadas, podem reduzir significativamente essa sensibilidade.


Posso fazer clareamento se já tenho dentes sensíveis?


Em muitos casos, sim, mas é importante avaliar primeiro a causa da sensibilidade. Dependendo da situação, o problema deve ser tratado ou controlado antes do início do clareamento. O protocolo também pode ser adaptado para aumentar o conforto e a segurança durante o tratamento.


Escovar os dentes com força causa sensibilidade?


A sensibilidade não costuma resultar de um único fator. Entretanto, uma escovação traumática, especialmente quando associada à técnica inadequada, cerdas impróprias, dentifrício muito abrasivo ou superfícies previamente enfraquecidas pela ação de ácidos, pode contribuir para retração gengival e desgaste. A técnica de escovação é mais importante do que aplicar força.


Sensibilidade ao calor também é normal?


A dor provocada pelo calor não deve ser ignorada, principalmente quando é intensa, espontânea ou continua depois que o estímulo termina. Esse padrão pode estar relacionado a alterações pulpares e merece avaliação odontológica.


Sensibilidade nos dentes passa sozinha?


Pode haver episódios transitórios, mas uma sensibilidade frequente, repentina ou que está piorando merece investigação. Se você precisa modificar seus hábitos para evitar a dor, já existe um bom motivo para conversar com o dentista.


Quando devo procurar um dentista?


Quando a sensibilidade é frequente, aparece de repente, está concentrada em um único dente, piora progressivamente, ocorre durante a mastigação ou continua mesmo depois que o frio, o calor ou outro estímulo desaparece.

Se esse desconforto já faz parte da sua rotina, agende uma avaliação com a Dra. Simone Xavier, em Florianópolis, para entender a causa e encontrar o tratamento adequado para a sensibilidade nos dentes.


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