Clareamento dental: é possível fazer se tenho cárie?
- Simone Xavier Silva Costa

- 21 de jan.
- 2 min de leitura
Aqui estou para mais uma postagem da nossa série que aborda todos os aspectos relacionados ao clareamento ou branqueamento de dentes. Neste texto vou conversar sobre ser possível ou não a realização do clareamento dental no paciente que está com alguma lesão de cárie.
Na postagem anterior já reforçamos que o clareamento dental é um procedimento que tem por finalidade a melhoria da aparência estética do sorriso. E, apesar de a estética ser um parâmetro importante para o bem estar e a autoestima das pessoas, a saúde bucal deverá ser primeiramente valorizada. Dessa forma, mais uma vez destaco que antes de realizar este procedimento estético, é fundamental uma avaliação criteriosa do estado geral de saúde bucal e, em caso de necessidade, serem realizados outros procedimentos que visem restabelecer esta saúde.
A cárie pode ser considerada uma doença placa bacteriana/açúcar dependente e relacionada ao comportamento do indivíduo, levando a uma destruição localizada dos tecidos duros dentários (esmalte e dentina). O tratamento das lesões de cárie hoje vai desde o monitoramento e acompanhamento de lesões iniciais (incipientes) restritas ao esmalte, associados normalmente ao uso de flúor para remineralizar este esmalte até a realização de restaurações quando estas lesões atingem a dentina e há a presença de uma cavidade. Nos dias atuais é considerado que a restauração não trata a cárie, apenas corrige uma sequela (cavidade) deixada pela lesão. O mais importante mesmo é controlar todos os fatores envolvidos na formação das lesões de cárie para que não ocorra recidiva.
Mas, voltando à questão do clareamento, os pacientes com lesões de cárie deverão primeiramente tratá-las, pois se há desmineralização do esmalte (cárie inicial), o Ph dos agentes clareadores poderá interferir negativamente sobre este esmalte já desorganizado. Por outro lado, se há cavidades de cárie em dentina, este gel clareador entrará em contato direto com este tecido, provocando maior sensibilidade e, porque não dizer, injúrias à polpa (que é o tecido nervoso do dente).
Após a avaliação inicial feita por um profissional, associada ou não a algum tipo de tratamento específico, é que o paciente poderá ser submetido ao clareamento dental.
Acompanhe as próximas postagens da série CLAREAMENTO DENTAL e interaja comigo enviando dúvidas ou até mesmo a sugestão de outras questões ainda não abordadas por aqui. Até a próxima!





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